Entre paradigmas, espelhos e novas perspectivas.

Quem nunca ouviu a velha expressão: “Se fulano cair no poço, você também vai cair?” Quem já ouviu esta repetida expressão certamente já teve a sensação de auto integração. De estar inserido em um grupo onde você é a última pessoa a ser responsável pelo controle da situação.

Hodiernamente, vivemos um mundo onde somos a repetição de ideias, costumes, sentimentos e atos, somos quase que de forma imperceptível conduzidos pela multidão a agirmos todos da mesma forma, a sociedade como são chamadas, possuem a brilhante fórmula de pirlimpimpim para todas as situações, e quaisquer que ousem a desafiar o sistema são rotulados de loucos, insensatos.

Em outras palavras, podemos dizer que as pessoas tem personalidades diferentes e ideias incríveis, mas que em grande parte estas são ofuscadas pelo conceito de liberdade criado pela sociedade. Você já parou para perguntar a si mesmo em algum momento, até onde vai a sua liberdade? Veja bem: É possível que alguém uma vez ou outra na vida, um de nós tenhamos ficado “a pé” no trânsito após constatar que o combustível do nosso veículo acabou. A reação geral das pessoas mais ranzinzas que se deparam com alguém nesta situação é franzir a testa e em uma atitude rebelde fazer a brincadeira quase inocente de dizer: – “Ah! Também por que não lembrou de abastecer?!” Porém não é comum, que um estranho sem motivo algum aparente  aproxime-se e ofereça ajuda.

Não é comum ver alguém ter a preocupação de levar um cobertor a um mendigo que dorme em um banco frio de uma praça, em um noite de temperaturas baixas. Entenda, não podemos, fazer isso! Eles não fazem parte do rol de pessoas que devemos ajudar. Talvez faríamos se fosse uma criança limpinha que estivesse chorando no banco de uma praça, sozinha e que nos apresentasse como alguém que se perdeu de sua mãe. Sei que qualquer pessoa que tenha um filho olharia para aquela criança e sentiria compaixão por deixar-se levar pelo sentimento de mãe, pai ou irmão.

A verdade é que há pessoas que estão aí, sempre ajudando como podem uns aos outros, mas no geral estamos presos, não conseguimos dar um passo adiante, não conseguimos fazer o diferente. Porque ninguém o faz, e quando faz sempre surge alguém para dizer: – “Ah, minha nossa! Você vai se preocupar em sair do conforto  de sua casa para levar um cobertor para “aquele” mendigo que sempre fica ali “naquele lugar”? Esquenta a cabeça não…” – Assim completam as pessoas: – “Ele é só um bêbado. ” Ou seja, não há sensibilidade e quando há somos automaticamente desestimulados por outras pessoas. Como se o fato de a pessoa ser um alcoólatra, um mendigo ou qualquer outra coisa nos desse o direito de não ajudarmos uns aos outros. Como relata o livro de Mórmon em Mosias capítulo 4 versículo 19 ” Pois eis que não somos todos mendigos? Não dependemos todos do mesmo Ser, sim, de Deus, para obter todos os bens que temos, tanto alimentos como vestimentas e ouro e prata e todas as riquezas de toda espécie que possuímos? não somos nós todos mendigos perante nosso pai, que estás no céus?” Estes são os paradigmas de nossa sociedade, é assim que as coisas funcionam, é assim que as pessoas devem reagir, quem agir diferente está perdendo tempo.

Quem recebe troco a mais e não devolve a diferença porque o dono já foi embora e você está envolto por paradigmas, ideias que as pessoas formaram com o tempo do que é prioridade e o que não é, o que é perca de tempo e o que não. Muitas vezes, nós nos vemos em situações do cotidiano que  não nos incomodam em nada, não acrescentam e também não diminuem, mas não fazemos porque perante a sociedade não é bem visto, por exemplo: Uma situação onde um casal tenham a liberdade de vez ou outra sair somente com os amigos de cada um. A esposa pode não se importar, o marido talvez não se incomode, mas perante a sociedade isso não é o ideal. O Casal tem que sair juntos, sempre.

Eu gosto muito de uma frase de Rubem Alves que diz: “Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram.”. Sinto que o ilustríssimo escritor em simples palavras desabafou o que é estar preso em conceitos que nem sempre são, ou melhor, na maioria das vezes não estão certos. O mundo precisa de pessoas que faz o diferente, que saiam, sim, de suas casas e leve um cobertor ao mendigo, que ajude, sim, alguém que está sem combustível  ou em outra situação ruim.

Precisamos olhar para nós mesmos e perguntar o que “nós” sentimos? O que nós queremos? Essas crenças são legítimas para mim? Como diz nos filme Pantera Negra o ator (Chadwick Boseman) que representa o Pantera Negra diz: “Devemos encontrar uma maneira de cuidar uns dos outros, como se fossemos uma só tribo.” olhando para nós como se estivéssemos olhando para um espelho e compreender que nós somos os autores de nossas vidas, não precisamos seguir  ideias que sociedade acha que é o certo, só assim daremos um grande passo rumo a novas perspectivas de vida fazendo a diferença para os outros e para nós mesmos. Com ressalvas a moral, a ética e os bons princípios. Situações paralelas somos nós quem devemos decidir o que vale a pena e o que não vale. Agindo assim, descobriremos um caminho jamais percorrido, sentimentos jamais desfrutados de amizade,  carinho e fraternidade porque estaremos fazendo além do que sempre fomos ensinados a fazer e quando te perguntarem: – “Se fulano cair no poço, você também vai cair?” você poderá responder: Sim! Eu o farei se fazer parte das minhas convicções!

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Fome

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Ando sentindo fome,
uma fome diferente
uma fome que me consome
de maneira eloquente

Sinto fome e nada resolve
nem doces, nem salgados
É uma vontade que dissolve
no meu peito o âmago.

Sinto fome de algo grande
de tocar uma melodia
Acreditar que existem coisas mais importantes
Que saciam minha filosofia

Estou farta de me alimentar com mentes vazias, vaidosas e ignorantes
Almas inconstantes que desvalorizam a vida.

Busco algo sagaz
Que dá sentido ao meu ser
e que me faça capaz
de enxergar muito além do que posso ver

Afinal, não é a vida bonita?
Onde posso encontrar tal beleza se não na sua essência
Nas atitudes superficiais ouso dizer que não
Aliás ela é maior do que qualquer explicação
Para mim mais que uma experiência

Faminta me sinto então,
Diante da falta de valor,
do vazio latente que traz a mim dor
Da vida, sem coerência e significado
Que para o amante do conteúdo é um pecado
Puro objeto da falta de amor da essência da vida
que perde a cada dia sua cor.

#Felizdiadavida

Lições de um cachorro

Durante nossa passagem aqui na terra podemos desenvolver grandes dúvidas sobre diversos assuntos e levar tempo demais para aprender grandes lições que permeiam nosso dia-a-dia e passam despercebidas. Para isso, selecionei alguns dos curiosos comportamentos nos cachorros que se observados podem ajudar-nos a olhar a vida por outro ângulo e a demonstrar a pessoas, o quanto a amamos.

Lindo-Cachorrinho

1. Alguém está triste? ATENÇÃO! Mantenha-se em silêncio.

Isso mesmo, você já reparou? As vezes estamos chateados com algo e a primeira atitude de um cachorro ao perceber isso em seu dono é simplesmente manter-se próximo e calado. Disponível para eventual solicitação de amor e carinho seu para com o seu dono. A hora que você estiver melhor e quiser brincar, o cachorro estará lá, pronto; mas enquanto isso ficará em silêncio. Esse comportamento pode parecer irrisório mas na verdade, ele revela grande respeito do cão pelo sentimento ruim do seu dono e fidelidade, como se pudesse dizer. Não posso te compreender mas estou aqui, farei o meu melhor para te ver bem. Essa é uma grande lição que nos ensina como ajudar as pessoas ao nosso redor que estão passando por algum problema e não sabem como resolver. Agindo assim, daremos liberdade para que a pessoa que sofre tenha tempo de compreender seus próprios sentimentos e tentar melhorar a si mesmo. Acredite, no tempo dela, ela poderá conversar com você. Só mostre a ela, que você sempre estará ali, ainda que ela não o faça.

2. Sempre Perdoe

Quem tem cachorro sabe, que nós podemos brigar quantas vezes quisermos com nosso cachorro.Se nós dermos um sorrisinho por menor que seja. Lá vem ele de novo, cheio de amor para dar, como se nem houvêssemos dado-lhe uma bronca. Ótima lição. Se alguém fez algo ruim a você. Esqueça! Uma vez aprendi que, nunca sabemos toda a verdade. Por assim dizer, nunca saberemos o porquê tal pessoa nos ofendeu, talvez tenha sido sem perceber. Acontece. O importante é você perdoar e estar pronta para dar o seu melhor abraço se ela vier falar com você. Isso permite que você seja feliz e a faça feliz.

3. Não perca oportunidades

Uma coisa que cachorros entendem bem, são oportunidades. Eles estão sempre prontos para brincar, passear, comer, dar carinho, tirar soneca mesmo sem sono, comer comidas estranhas oferecidas pelo dono, fazer amigos com sua espécie ou amigos do dono, exceto algumas raças mais bravas. Esse é um belo exemplo de vida. Aproveite! Aproveite a chance de cantar, de sair, de conhecer gente nova, de experimentar comidas diferentes, dormir sem sono, brincar sem vontade. Sorrir sem graça. As oportunidades servem para ajudar-nos a crescer. Valorize isso.

4. Diga sempre “BEM-VINDO”

Não importa quantas vezes o seu dono entre na casa, o cachorro sempre o recebe como se fosse a primeira vez. Com Festa! Seja sempre assim. A pessoa mais importante da minha vida me ensinou que nunca devemos deixar uma pessoa entra em casa e sentir pior de como ela estava se sentindo lá fora. Lembre-se da parábola do Filho Pródigo.

O filho ao voltar para casa é recebido com festa. Sempre receba as pessoas assim.

5. Seja sempre obediente

Cachorros sempre obedecem o seu dono  e reconhecem a sua voz, ainda que eles não compreendam suas ordens.

Obedeça sempre as pessoas que são de sua confiança e que te amam, como seus pais e irmão. Mesmo que você não o compreendam, suas ordens podem parecem sem sentido mas sempre serão para o seu bem.